quinta-feira, 18 de abril de 2013

8ª saída dos Poetas Ambulantes

Na última terça-feira, 16 de abril, realizamos a 8ª saída dos Poetas Ambulantes, pelos coletivos da cidade de São Paulo. Dessa vez, o destino era o TerSarau, que acontece toda terceira terça-feira do mês, no bairro do Heliópolis. O nosso ponto de partida foi a estação Calmon Viana, linha Safira da CPTM. 

Saímos de Calmon Viana por volta das 15h, estávamos em seis poetas, Carolina Peixoto, Ligia Harder, Lu’z Ribeiro, Marina Vergueiro, Mel Duarte e Thiago Peixoto, além da nossa fotografa, Renata Armelin. Adentramos os primeiros vagões e começamos a disparar nossos versos com o trem ainda um pouco vazio, os passageiros com o tempo foram se envolvendo com as poesias, fixando-nos os olhares e soltando os seus sorrisos. 

Na estação Jardim Romano, encontramos com mais um poeta para engrossar a nossa voz, Victor Rodrigues. Partimos com destino ao Brás, trocando de vagão a cada estação, para impactar o maior número de pessoas possível. Ao chegarmos, fizemos baldeação para ir sentido Tamanduateí, ontem pegaríamos a linha verde do metrô. Nesse trajeto tivemos a sorte de pegar um trem um pouco mais cheio, foi uma receptividade muito grande por parte dos passageiros, que nos concederam uma calorosa salva de palmas quando desembarcamos. 

Como todos sabem, nessas linhas é comum o trabalho de ambulantes, foi um tanto quanto inusitado dividir o espaço no vagão com eles, de forma que a ação de um não atrapalhasse a do outro. Foi muito bacana, nos respeitamos, cada um deu seu recado, e todos consumimos poesia. Os passageiros que se encorajaram a declamar, ganharam os livros Brasil Cem Sentidos, da Eliana de Freitas, #PoucasPalavras, do Renan Inquérito e Embrionários versos revolucionários, do Thiago Peixoto, que doaram seus livros ao coletivo, que repassou o presente nessa ação. 

Já no metrô, na linha verde (onde faríamos um percurso de ida até a estação Ana Rosa e voltar para a estação Sacomã), passamos por uma situação um tanto quanto lamentável, mas que infelizmente sabíamos que aconteceria alguma hora. Quando estávamos na Chácara Klabin, no meio de uma intervenção, com o vagão relativamente ocupado, os seguranças do metrô adentraram e nos impediram de continuar, alegando que estávamos infringindo o regulamento da empresa. Outros poetas que não notaram o que ocorria continuaram a declamar, até perceberem e iniciarem um debate sobre o porquê da proibição. A segurança alegou que incomoda os passageiros. Na mesma hora uma passageira disse que na verdade ela estava incomodada com a ação deles e não com a poesia. Uma outra levantou indignada e mandou eles irem fazer isso na linha vermelha, “lá tá cheio de ambulante e ninguém faz nada. Eles tão trazendo cultura, isso é um absurdo”. 
Contrariados, descemos do vagão (aplaudidos pelos passageiros) e fomos ao encontro da pessoa que, segundo os seguranças, poderia nos autorizar a continuar a ação, mas ela, como era de se esperar, não estava. Foram diversas as vezes que tentamos contato com o metrô, todas as saídas buscamos eles, mas infelizmente nunca chegamos se quer a conhecer quem pode dizer que sim (ou não) podemos fazer poesia lá dentro. Como o metrô é nosso também, continuaremos cuidando dele do nosso jeito, com poesia. 

Impedidos de seguir de metrô, fizemos o resto do trajeto de ônibus, rumo ao TerSarau, no Heliópolis. As pessoas se protegiam do frio, envoltas em poesias de Vinicius de Moraes, Carlos Drummond, Paulo Leminski, entre outros grandes poetas, inclusive nós mesmos. =) 

Agradecemos ao TerSarau por nos receber, foi bem bacana participar e fortalecer o movimento de vocês. Dia intenso de poesia, muita doação, muito aprendizado. 

Veja abaixo um vídeo da última saída:

terça-feira, 26 de março de 2013

Ter Sarau terá Poetas Ambulantes


No próximo dia 16, terça-feira, nosso destino final será o Ter Sarau, que fica no bairro de Heliópolis. Como na última saída, nosso roteiro mais uma vez irá utilizar os três meios de transporte público de São Paulo: ônibus, metrô e trem, do jeito que a gente gosta... rs

Nosso dia começa com encontro e concentração na catraca da Estação Calmon Viana, linha 12 (Safira) da CPTM. Depois da chegada de todos, coordenadas e explicação sobre o itinerário e as ações, embarcaremos rumo ao Brás. Subindo e descendo dos vagões, os Poetas Ambulantes convidam os passageiros a embarcar e embalar em nossas poesias, com saraus e distribuição de poesias, a viagem fica mais agradável.

Do Brás nós embarcamos na linha 10, sentido Rio Grande da Serra, desembarcando na Estação Tamanduateí, de lá fazemos baldeação para a linha verde do metrô e embarcamos sentido Vila Madalena, desembarcando na Estação Sacomã.

No Sacomã tomamos diversas conduções, subindo e descendo dos ônibus até o destino final, Ter Sarau. Na caminhada do ponto de ônibus até o sarau iremos fazer cortejo pelo bairro convidando a comunidade para participar do sarau.

Encontro: 14h30- Estação Calmon Viana (na catraca, lado de dentro da estação)
Partida: 15h
18h00 - Saída do Sacomã
destino: Ter Sarau Estrada das Lágrimas, 2385

Programem-se e vem somar com a gente!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Poesia como uma só


Em comemoração ao dia internacional da poesia o Boteco Ferraz vai promover, com o apoio cultural da Livraria Cortez, o sarau Poesia Como Uma Só, onde estaremos presentes com nosso time de poetas para fazer uma intervenção.

O microfone estará aberto a todos, para falar poesia, divulgar e comercializar seus trabalhos, livros, CDs, e artigos.

O Sarau começa a partir das 19h, é só chegar.

sexta-feira, 8 de março de 2013

A emoção tomou conta!


Ontem fizemos a nossa 7ª saída e, certamente, uma das mais lindas que vivenciamos.

Foi um dia intenso de poesia. Fizemos um itinerário longo, pegamos vários ônibus, metrôs e trens, cortamos a cidade desde o Parque do Estado até o Terminal Grajaú, para prestigiar e curtir o Sarau Sobrenome Liberdade, no Relicário Rock Bar.

Chegamos ao ponto de partida por volta das 13h30, ficamos na concentração, escrevendo e recitando poesia no ponto de ônibus mesmo, até dar o horário de sair. No primeiro trecho dessa saída o desafio foi um pouco diferente, porque além dos poetas, estávamos com a equipe do SPTV, que filmou parte do nosso trajeto para o quadro do Alessandro Buzo.

Saímos em oito poetas, Carolina Peixoto, Jefferson Santana, Ligia Harder, Lu’z Ribeiro, Mariane Staphanato Marina Vergueiro, Mel Duarte, Paulo D’Auria e Thiago Peixoto (mais o Alessandro Buzo, que estava de repórter, mas também declamou algumas poesias). A primeira parte do percurso foi feita de ônibus, até o metrô Praça da Árvore. Já nesse primeiro trajeto conseguimos uma interação muito grande com os passageiros, alguns deles declamaram poesias e ganharam livros. Em frente à estação fizemos um pequeno sarau para as pessoas que estavam no ponto de ônibus, demorou pra algumas pessoas entenderem o que estávamos fazendo, mas com o tempo foram se desarmando e algumas inclusive se arriscaram a recitar para ganhar livros e, foram entrevistados pelo Buzo. Nessa hora, ganhamos um reforço de peso no time de poetas, ninguém menos que o Victor Rodrigues se juntou a nós para fazer o restante do percurso.

A equipe de TV encerrou a cobertura na Praça da Árvore. Então, entramos na linha azul do metrô, onde encontraríamos mais dois poetas para nos acompanhar, o Bruno Marselha e o Alex Jardim (Cabelo). O trajeto até a estação da Luz foi bem agitado, trocamos algumas vezes de vagão, conseguimos atingir muitas pessoas, arrancar os sorrisos, aplausos e manifestações de gratidão por termos intervido de alguma forma no dia deles.

Para nossa surpresa, quando desembarcamos na Luz para fazer baldeação para a Linha Amarela, conseguimos mais dois companheiros, James (18) e Thais (17), um jovem casal a caminho de casa (moram em Ferraz Vasconcelos), que instigados pela poesia desceram do metrô junto conosco e pediram para nos acompanhar pelo restante do trajeto, (como se precisassem pedir, rs). Esse acontecimento empolgou ainda mais a todos nós, que começamos uma nova intervenção nas dependências do metro, em direção à plataforma da linha amarela. Quando embarcamos o Sarau já começou na mesma hora, e só acabou pela necessidade de desembarcar, do contrário estaríamos lá até agora, rs. O ambiente na Linha Amarela é muito favorável a poesia. O metrô não faz movimentos bruscos, os trem são fechados, com ar condicionado, não tem barulho externo e não existe divisória de vagão, ou seja, deu pra atravessar o trem inteiro e impactar praticamente todos que embarcaram conosco.

Na estação Pinheiros, o trajeto para fazer a baldeação do metrô para a CPTM foi também um capitulo à parte. Começamos a declamar todos juntos, em alto e bom som, diversas poesias em coro. Como a estação é enorme, nosso grito ecoou de tal forma que em todos os andares tinham gente olhando para as escadas rolantes abaixo, tentando identificar de onde vinham as mensagens entoadas ao ar.

O percurso pela Linha Esmeralda da CPTM também foi incrível. Nas primeiras estações o vagão ainda estava vazio, permitindo performances mais ousadas, como a do Bruno com o Cabelo que encenaram um assassinato, narrado pela poesia. Depois com o tempo, o trem ficou lotado, fator que também foi muito favorável a nossa ação, pois o sarau ficou mais intimista, com poeta e passageiro mais próximos, proporcionando uma troca de energia foi intensa.

Na Estação Socorro desembarcamos para encontrar mais uma poeta, a Pri Mastro e para nossa surpresa, os passageiros do trem que estávamos ficaram nos chamando para voltar e seguir viagem com eles. O trem lotado das 17h30 até tentou nos intimidar, mas não conseguiu, a poesia foi maior e embarcamos novamente, sentido Grajaú. Foram mais alguns minutos de intensa adrenalina e euforia regados a poesia. Ao chegar, desembarcamos cantando Grajauex, música do Criolo, que virou trilha sonora do bairro.

Fizemos um cortejo pelas ruas, a caminho do Sobrenome Liberdade, chamando os moradores para nos acompanhar. O Sarau, que além de nós, recebia também a Tenda literária, foi uma enorme celebração em torno da palavra. Houve lançamento da Saga de Writer, livro do Bruno Pastore, e o show LiKa Rosa, que quase botou o Relicário Rock Bar abaixo, foi realmente muito bom.

Para nossa surpresa, alegria, emoção, comoção e lágrimas (muitas lágrimas), o James, garoto de Ferraz Vasconcelos, que saiu do seu trajeto para nos acompanhar até outro extremo da cidade, pediu para declamar uma poesia. Ele foi até o microfone e disse que esse foi um dos dias mais feliz da vida dele. Disse que acredita ser necessário fazer revolução no mundo, mas nunca pensou que isso fosse possível sem Guerra, e nós mostramos a ele que era. Disse ainda, que estava muito feliz por ter se permitido fazer essa loucura, e que esse dia mudou a vida dele pra sempre. O nosso também.

Além do SPTV, a Veja São Paulo também mandou uma repórter, que acompanhou-nos o trajeto inteiro, a matéria vai sair na edição da próxima semana.

Gostaríamos mais uma vez de agradecer a todos que acreditam nesse projeto e de alguma forma o apoiam, direta ou indiretamente, seja escrevendo poesias para nós distribuirmos, seja nos acompanhando nas saídas, seja abrindo espaço para nós falarmos sobre ele. Obrigado especial ao Renan Inquérito e a Elizandra Souza que doaram os livros distribuídos nessa saída.

O Poetas Ambulantes é feito por pessoas que amam poesia e, principalmente, amam estar junto lutando para colocá-la cada vez mais na vida das pessoas.

sábado, 2 de março de 2013

Poetas Ambulantes Sobrenome LIBERDADE


É isso mesmo, nossa próxima saída tem como destino o sarau que não tem nome, mas o Sobrenome é Liberdade. Estamos muito ansiosos para esse encontro no Grajaú, o sarau além da presença dos Poetas Ambulantes, estará recebendo a visita dos poetas da Tenda Literária e ainda, encerra a noite com um pocket show da cantora Lika Rosa, não tem pra que ficar de fora.

Nosso encontro será na frente do Parque do Estado, aquele perto do zoológico. Ficaremos lá por meia hora para aguardar a chegada de todos, fazer um pequeno aquecimento e uma boa energização de boas vibrações pra começar o dia de poesia.

Desta vez o trajeto terá ônibus, metrô e trem. Começamos pegando ônibus em direção à Estação Saúde para embarcar no metrô até a Estação da Luz e de lá, embarcar na linha amarela até a Estação Pinheiros.
Em Pinheiros faremos baldeação para a linha esmeralda do trem e seguimos até a estação Terminal Grajaú. Então, munidos de megafone faremos cortejo poético pelo bairro convidando todos a participarem do sarau, que começará as 20h.

Nesta saída teremos os livros Águas da Cabaça, da Elizandra Souza e o #poucas palavras, do Renan Inquérito, que nos doaram para serem distribuídos para os passageiros. MUITO OBRIGADO!

"UM DIA POETAS AMBULANTES E NADA SERÁ COMO ANTES"

encontro: 13h30 - Parque do Estado - Avenida Miguel Estéfano, 3687 (próx. zoo)
saída: 14h00
previsão de chegada na CPTM (Estação Pinheiros) - 16h30
previsão de chegada no Grajaú - 17h30

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Um dia Poeta Ambulante e nada será como antes!



Nesse espírito de renovação e transformação nós começamos mais um dia de poesia nos transportes públicos da cidade. Nesta saída aconteceram diversos fatores diferentes das demais, pela primeira vez nosso trajeto foi maior de ônibus e, como nos bairros que nós passamos têm mais microônibus e lotação, nós tivemos que entrar neles mesmo, às vezes ficou apertado, mas em todos foi muito gostoso, uma energia diferente.

A poesia começou na Praça da Vila Joaniza, desta vez nosso grupo estava formado pelos poetas Americano Fidohenrique, Carolina Peixoto, Claudio Laureatti, Jefferson Santana, Marina Vergueiro, Mel Duarte, Paulo D'Auria e Thiago Peixoto, nossa fotógrafa ambulante Renata Armelin, o amigo João Claudio de Sena e a tv Unifesp que nos acompanharam fazendo vídeos e entrevistas durante todo o caminho.

Com megafone, os poetas iam andando pela praça, parando as pessoas que passavam, que esperavam o ônibus, declamando e distribuindo poesias. Como nos transportes, o sarau aconteceu em meio ao público, que olhava atento a cada poeta que começava soltar seus versos ao vento e à garoa, que já começava a ameaçar.

De perua, ônibus e microônibus nós fomos até o Terminal Santo Amaro. De carona nós embarcamos pela porta traseira e já anunciávamos nosso sarau e como todo ambulante que se preze, fizemos uma PROMOÇÃO para os passageiros: "uma poesia compra livro na mão do poeta" e os passageiros que declamaram uma poesia, falaram alguma mensagem ou cantaram alguma música ganhou um livro doado pela editora Conecta Brasil. E foi numa dessas que uma passageira fez uma linda homenagem pro seu namorado cantando Como é grande meu amor por você, do Roberto Carlos.

No metrô, os poetas Cauê Guerra e Priscila Mastro se juntaram ao nosso grupo e embarcamos na linha lilás sentido Capão Redondo. Diferente das outras ações em que sempre anunciávamos a entrada dos Poetas Ambulantes no coletivo, todos entraram e sentaram-se misturando entre os passageiros. Quando o metrô começou a andar um a um dos poetas iam se levantando e declamando sua poesia, então, depois que todos estavam de pé diversos saraus começaram a acontecer simultaneamente. Foi um momento incrível e os passageiros, em sua maioria, estavam encantados e maravilhados com o que estavam assistindo.

Descemos na Estação Giovanni Gronchi e não pudemos fazer nosso cortejo pelo bairro até o Verso em Versos, pois a chuva caia forte. De carona, só que dessa vez dos amigos, conseguimos chegar ao Espaço Comunidade.

O sarau começou com a apresentação do vídeo "Pelas Marginais", do João Claudio. Um belíssimo documentário que apresenta a urbanização na região da Marginal Pinheiros e traz discussões, depoimentos e dados históricos sobre a especulação imobiliária desde a década de 20.

Em seguida, com apresentação de James Lino, Jaime Diko e Carolina Peixoto, começou mais um Verso em Versos. Além dos poetas que participaram do microfone aberto, nosso coletivo se apresentou em meio ao público, com a presença das poetisas Lu'z Ribeiro e Mariane Staphanato, que não puderam acompanhar-nos durante o trajeto, mas abrilhantaram a nossa ação no sarau.

Nosso próximo destino será o sarau Sobrenome Liberdade! AXÉ

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Da Joaniza ao Monte Azul



ATENÇÃO SENHORAS E SENHORES, MENINOS E MENINAS, JOVENS, VELHOS E CRIANÇAS, MALUCOS E CARETAS: JÁ ESTÁ AGENDADA A NOSSA PRÓXIMA SAÍDA!

Os Poetas Ambulantes mais uma vez colore a cidade cinza com poesia, desta vez partiremos da Vila Joaniza, onde iremos começar o dia com Sarau e distribuição de Poesias na Praça da Vila Joaniza, depois partiremos em diversos ônibus rumo ao Terminal Santo Amaro. De lá embarcaremos na linha lilás do metrô até a Estação Capão Redondo, pegamos a linha de volta, desembarcando na Estação Giovani Gronchi (Terminal João Dias) e iremos em cortejo pelo bairro convidando todos a participarem do sarau Verso em Versos que acontece a partir das 19h no Espaço Comunidade, no Monte Azul.

Os passageiros ganharão poesias e, aqueles que declamarem uma poesia, cantar uma música ou falar alguma mensagem leva pra casa um livro. =]

Programem-se POEMEM-SE e vamos somar com a gente!

Encontro: 15h00 - Praça da Vila Joaniza (alt. do 1867 da Av. Yervant Kissajikian - próx. Casas Bahia)
Partida: 16h - Ônibus (Av. Interlagos / Sabará / Whashington Luís / Lgo so Socorro / Alameda Sto Amaro / Lgo Treze)
18h30 - Saída no Terminal João Dias